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A moda sempre olhou para as pessoas. Hoje, contudo, elas são menos rotuláveis e previsíveis: têm hábitos, vontades e interesses diversos e híbridos. Suas pulsões falam mais alto que qualquer lyfestyle padronizado por classificações em termos e nomes prontos, fechados.

A moda sempre esteve na rua. Vestir-se é uma forma de escrever um texto para o mundo. É um exercício ler o que as roupas estão dizendo das pessoas: estampas ecológicas? Peças feitas de materiais pesados? Peças básicas, tradicionais? Aí são inseridas subjetivações. Até o jeito como organizamos (ou não) o nosso guarda-roupa fala sobre nós. Sendo a roupa um acúmulo de dados, temos que a moda, nesse viés de rua, de looks não montados, de espontaneidade do dia-a-dia, é resultado das nossas experiências reais. How You Look é essa moda: roupas que significam um estado de espírito, disposto entre as coerções da realidade.

A moda sempre atravessou a barreira pro inconsciente. Expressamos o que nem sabemos que sabemos através de nossas escolhas. Tomamos decisões de vestuário (como de comportamento), conscientes ou não. O meio de deslocamento pela cidade, seja ônibus, carro, trem, bicicleta ou a pé – ou como for – influencia o que se veste. O clima, claro, também. E por quê não o mapa-astral? Por este recorte da imagem da moda, tudo isso desemboca num jeito de vestir.

A moda sempre esteve ligada ao Retrato. A fotografia de moda é uma verdadeira plataforma, com boa dose de liberdade, para a arte. A fotografia de moda de rua, por sua vez, é uma mostra documental. Retratos reais para apreciação estética e antropologia cultural, objetos de Belas Artes e informações de um tempo, de um jeito que a moda e a fotografia sabem mesclar.

A moda sempre esteve a serviço das pessoas. É inevitável que ela vá além do vestir, além das roupas. Histórias contadas por indivíduos têm muito mais valor do que as contadas pelas marcas. Em um mundo que estimula o empreendedorismo criativo, a cultura maker, o D.I.Y. e as redes de colaboração, How You Look é uma proposição para oxigenar as marcas e ser um acervo de histórias das roupas, contadas por pessoas.

A moda sempre incentivou o descarte. Só que entrar e sair da moda tem sido cada vez mais rápido. How You Look é repensar esse ciclo. É saber transitar pelas esferas da moda e da indústria sem perder a autenticidade, sem cair na armadilha do abandono fácil. É reutilizar peças e dar um novo significado a elas.

A moda sempre foi um veículo estético de expressão. Um peça de roupa não serve somente para proteger, envolver ou vestir. Ela pode ajudar em nossos dilemas mais íntimos e a construir nossa identidade. Através de um olhar não só criativo, mas principalmente crítico, estimula as pessoas a se explorar e fazer do armário uma expressão de sua cultura. É a fantasia no meio do cotidiano.

A moda sempre ganhou uma conotação direta com roupa. Mas a moda de rua sempre teve mais a ver com comportamento do que com as roupas em si, e envolve diversas esferas do ser: a maneira como nos relacionamos com os outros, nossas inseguranças psicológicas, nosso pertencimento a espaços, as escolhas de alimentação, as atividades esportivas que praticamos, o som que ouvimos, o modo como cuidamos de nossa espiritualidade, do meio ambiente… Roupa, portanto, tem a ver com a forma como nós somos percebidos, reflete a nossa personalidade e nos ajuda no processo de construção do eu.

How You Look tem prazer pelo mundano escondido. Pelo experimentar. Pelo errar e aprender. Como Einstein disse, é impossível resolver os problemas com a mesma cabeça com que os criamos. As ideias que estão esperando para serem descobertas estão em todos os lugares, inclusive fora da moda. Com todo respeito aos insiders.

O que seu look tem a dizer hoje?